terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Café da manhã surpresa!


Ao acordar hoje pela manhã recebi uma belíssima surpresa! Deparei-me com
uma mesa linda de café da manhã. 
Tinha de tudo um pouco, o cheiro exalava
no ar. As meninas, uma de onze e outra de doze, fizeram tudo isso de
madrugada, sem me acordarem. 
Afinal, era surpresa!
No dia anterior elas pediram dinheiro para comprar algumas coisas,
alegando não ter “nada” para lanchar. E lá vão elas com a receita ao
supermercado. Compraram tudo sozinhas. 
Procuraram as receitas do chef “Google crome”, como elas mesmas definiram.
Na mesa havia torradas, ovos, granola, surpresa de maçã, maçã ao forno,
incensos, guardanapos, bilhetinhos, copo de cristal, gelatina...
Eu fiquei “bestinha”. Não sabia o que dizer. Elas disseram para que eu
sentasse que ela iriam me servir. Afinal, rainha é rainha (risos).
Comecei pela maçã ao forno (nunca tinha comido rs!). 
Depois foram as torradas, suco, ovos, gelatina... Uau! Já estava satisfeita, mas como
elas queriam que eu comesse de tudo um pouco, eu comi uma pequena porção
de cada item.
Eu me senti muito feliz! Imensamente feliz! 
Isso me fez pensar o quanto
sou sortuda por tê-las em minha vida. São sobrinha e filha.
A sobrinha eu somente a conheci quando ela tinha 02 anos. Coisas da vida.
Nunca vivemos juntos na mesma casa ou até próximos. Fomos criados
separadamente por nossas avós. 
Quando fiquei mais velha e tive a
oportunidade da aproximação, não perdi tempo, eu fui a uma cidade pequena
localizada no interior de Alagoas, chamada Maragogi. 
Queria poder me aproximar de minhas sobrinhas, criar laços, escrever uma nova história,já que a vida tinha me impedido de viver uma com elas mais cedo. Descobri
que nunca é tarde na prática! E lá fui eu. Muito mal conhecia meu irmão.
Pedi para que minhas duas sobrinhas viessem passar alguns dias comigo.
Ele permitiria se a mãe estivesse junta. Porém argumentei e disse que
elas estariam mais naturais comigo, sem a presença da mãe. Mãe essa que
hoje é mais irmã que cunhada. 
Minha relação com meu irmão foi tecida com muita paciência. Éramos estranhos uma para o outro. Lembro-me quando
minha sobrinha, na época tinha sete anos, e disse: “olha, aqui tem um
semáforo!”. Ela nunca tinha visto um. Viu pela primeira vez uma escada
rolante e andou de elevador. Em praia não tem isso!Íamos para o shopping
subíamos e descíamos no elevador. Fomos conhecer igrejas, parques, andar
de trem, piscinas, andar de trem... Elas me contavam o que faziam lá. Fui
construindo aos poucos, de ano em ano, durante o período de férias, uma
relação de amor e confiança. Sou uma tia normal, às vezes brigo. Já
coloquei de castigo. Se merecer, brigo mesmo. Porém, tive muito amor e
paciência para conquistá-las. Elas também se permitiram receber amor. 
A mais velha hoje vem com menos freqüência. Todos pensam que ela é minha
filha, tamanha a semelhança física. Há duas férias ela não tem vindo para
minha casa, pois já está namorando. Entendo perfeitamente. Se eu tivesse
perdido tempo, talvez, somente talvez, não houvéssemos a mesma relação
que temos hoje em dia.
Com o meu café da manhã de rainha, apenas vi, pude ver sentir, que sempre
vale à pena ter paciência para criar laços! Vale à pena amar e se
permitir receber esse amor.
Saí para o trabalho pela manhã flutuando de felicidade!
E você? Tem se permitido correr riscos? Tem ido à busca de parentes
distantes, amigos de longe, e se permitindo criar laços? Tem conversas
inacabadas? Que tal se dar uma chance para vocês? Se permita surpreender e ser surpreendida!

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Flor

Quero uma flor 
A mais linda do jardim 
Tem olhar sedutor 
Pele de marfim 
Sorriso encantador
Boca majestosa 
Que inspira amor 
Sensação gostosa 
Jeito meigo que seduz 
Explosiva e impulsiva 
Quando passa, emite luz 
Energia positiva 
olhar revelador 
Atrevida 
Sonho tentador 
Lasciva 
Ar sapeca 
Intensidade de mulher 
Parece uma boneca 
Só penso em dizer... 
Voo em sonhos como beija flor 
Desejo pecador 
O que quero?! 
Seja lá o que for...

domingo, 5 de fevereiro de 2012

Sonho


Meu coração bate
Por um sonho imaginável
Não há nada que acate
Sensação alienável

Sonho impossível
Utopia
Realidade inatingível
Que me traz alegria

Esquecer-te é a solução
Não pensar, o ideal
E o coração?
Apenas sente afinal

Dor não quero, sinto!
Esquecimento pede, não sei obedecê-lo!
Amor, desejo, pressinto!
Sonho só é o que me resta, como esquecê-lo?

Imagem


Linda imagem
Lindo sorriso
Sentimento além
Que me leva ao paraíso

Luz reluzente
Desejo constante
Que me traz na mente
A todo instante

Olhos irradiantes
Vontade incontrolável
Pensamentos constantes
Paixão incontestável


Pensamentos divagam
Energia dissipa
Desejo nasce
Sonho surge
Vontade constante
De tê-la em meus braços
De tê-la em minha cama
De tê-la em mim


De nunca ter de esquecer
De nunca ter que perder
De nunca ter que tirar de minha vida
Há não ser que, a vida me tire você!

Meu ritmo


Ritmo meu
Sonhar acordada
De olhos aberto
Espero o inexplicável
Aguardo o inquietável
Olho, mas não vejo
Sinto, mas não falo
Olhos dilacerantes
De um coração sonhador
Que é só meu
Devaneios

Medo da escrita
Medo de mim mesma
Medo que aflore
Medo dos pensamentos
Medo do coração que bate
Medo que se expressa
Medo que palavras simples
Tornem-se avassaladoras

Simples assim
Ver-te e não tocar-te
Sentir e não saber
Olhar-te e não ver-te
Querer-e não tê-la
Espero, espero, espero
Aguardo para que  um dia
Em águas esse amor se afogue
Pois em lágrimas
Ainda não o matei


Falar ou calar?


Em alguns momentos é necessário calar! Será que não lembrei que em “boca fechada não entra mosquito?” Hum, hum. Acho que faltei essa aula no jardim da infância. Mas como calar quando a vontade de falar é maior que tudo que há nós? Há uma ansiedade, um movimento que mexe com todo seu corpo, dá uma tremedeira, as mãos suam, o coração acelera, e lá vai você seguindo seus instintos.
Quando menos pensa....pimba! Falou!
E as conseqüências? E se o feed back não for positivo? Se realmente você estava preparado para as conseqüências? 
Eita, nem deu tempo de se perguntar! Aliás, talvez eu nem quisesse a resposta. Quando vi já havia saído, assim, "facinho"....
Se arrependimento matasse, estaria “mortinha da silva” agora. Expressei o que sentia e de alguma forma  assustei com minha impetuosidade. Desculpe-me diria se houvesse oportunidade!  Em segundos, penso:  foi uma idiotice! Não tenho nada que sair falando o que penso. Penso em falar para mim mesma: "Sensatez, um pouco de sensatez teimosinha da estrela!"
 O que aconteceu apenas me servirá de aprendizagem: “Nem tudo que se sente deve ser dito! A impulsividade nos trai. Pode ser mal compreendido!” 
Isso lá é verdade. Mas se, lá no fundo o que eu queria era mesmo me expressar? Falar  o que havia dentro que estava me implodindo. Apesar  de todas as conseqüências, disse e está dito!  De acordo? Nem eu.


O vestido mais importante da minha vida!


::O vestido mais importante da minha vida::
(sim, esse texto é de minha autoria, com ele ganhei uma promoção da revista manequim há alguns anos atrás)





Para entender porque o meu longo vestido vermelho de baile é o mais importante de minha vida, terei de começar a história pelo começo...


Minha vida não foi fácil, assim como também não é fácil a de muitos, mas sempre achei minha história de vida bastante interessante! E pensei: Por que não contá-la?


Fui criada por minha avó paterna e duas tias solteiras desde que nasci. Quando eu era muito pequena minha mãe foi embora para São Paulo, eu tinha apenas 01 ano de vida. Pouco convivi com meu pai, apesar de saber de sua existência e de morar com a mãe dele. Talvez por motivos próprios ele se mantivesse distante. Apesar de ter sido muito amada por minhas tias e minha avó, eu sentia muita falta de minha mãe e de meu pai, ou pelo menos da imagem que criei deles. Não entendia as razões das escolhas deles, afinal lá estava eu, pronta para ser amada (afinal eu era fofa e bochechuda quando pequena!) e eles não me procuravam... Nem nos meus aniversários... Até hoje posso afirmar que nunca recebi uma ligação de “minha mãe”.


Vivi com minha avó, minhas tias e em diversas casas, sempre, sempre estávamos nos mudando, moramos nas casas dos filhos, de prima de irmã de minha avó e de outros parentes. Sempre de favor na casa de outras pessoas, mas como eu era pequena, não percebia muito todas as dificuldades.


Em 1983, foi à pior fase financeira de nossas vidas, almoçávamos o que tínhamos e o que Deus permitisse. Às vezes comíamos pão com doce no almoço.

Eu estava começando minha adolescência e era uma fase complicada. Comecei a perceber todo o peso da vida e de nossas dificuldades. Fui uma adolescente “rebelde”, uma forma que encontrei para “limitar” meu espaço.


Foi nessa época de rebeldia que um irmão de minha avó me acolheu em sua casa em Brasília-DF. Fui sozinha. Posso dizer que estava cansada de viver de casa em casa, e achei interessante poder passar um tempo fora de minha cidade natal e vi a oportunidade de vivenciar outra cultura (ops, até hoje me pergunto se Brasília tem cultura própria!) e uma outra realidade diferente da minha. Lá eu estudei e tive oportunidade de ver coisas diferentes das quais eu não conhecia (estudei francês, adorava as festas de aniversário da cidade, a Festa dos Estados...). Apesar de estudar em escola pública, tive uma excelente educação. Minha tia muito me ensinou e me incentivou na vida. Comecei a trabalhar ainda ia fazer 15 anos, trabalhei em vários lugares, trabalhei numa associação de trabalhadores e em loja como vendedora, saía de casa as 4h30 da manhã e pegava dois ônibus até o local de trabalho, no aeroporto. Trabalhava de dia e estudava a noite. Foi assim até 1990 quando decidi retornar para Recife para ficar com “minhas mães”, na época era o que eu queria, apesar de não saber bem se essa era a melhor decisão, afinal, eu tinha acabado de passar em um concurso para o GDF (com 18 anos) e eu morava na “cidade das oportunidades de concursos”...Depois eu vim entender, pois minhas tias faleceram pouco tempo depois (ai de mim se não tivesse voltado!), ficando apenas minha avó. Meu pai ficou doente e veio morar com minha avó, foi quando aos vinte e poucos anos pude, por pouco tempo, conviver com meu pai.


Mas sentia que faltava preencher algumas lacunas em minha vida, queria fazer faculdade e conhecer minha mãe. Apesar de ser pobre, eu sempre soube que só conseguiria algo melhor se estudasse muito, e assim eu fiz. Sempre estudei. De tanto tentar “todos” os concursos eu acabei passando em um outro concurso  aos 26 anos fui chamada para assumir meu emprego que apesar de não ter carteira de motorista eu “aprendi” a dirigir em um mês, tirei carteira e me sentia apta (?) para dirigir cerca de 740 km de Recife a Petrolina. Apesar de assustada e com medo, eu fui!


Um dia fui enviada para fazer um curso em São Paulo (agora poderia, enfim, encontrar minha mãe!). E assim fui em frente, apesar da viagem esta com retorno marcado para uma sexta-feira, eu fiquei por conta própria até o domingo e através de parentes dela em Alagoas tinha conseguido seu endereço. Peguei um táxi (pasme, o nome dele era o nome do meu pai: Fernando!) Peguei um táxi que ficou me esperando na porta em frente a casa de “minha mãe” e bati na porta: “toc,toc,toc”. É Dona Maria José? (Nem precisava perguntar, ela é minha cara. Ou eu que sou a cara dela?! Risos). Ela disse: Sou sim! E eu disse: Sou sua filha Ana Paula. Imagine a emoção das duas. Enfim, conheci minha mãe. Voltei em São Paulo mais uma vez para encontrá-la e até hoje mantemos contato por telefone.


Consegui transferência


Apesar de triste, era um momento de mistura de perdas e ganhos em minha vida.


Eu sabia que merecia participar da formatura, com direito a baile e tudo. Eu sabia que minhas “mães” ficariam muito felizes.


Fui pagando a faculdade e as mensalidades todas em dia para que próximo a festa não houvesse mais nada de pendência financeira. Tudo saiu perfeito!!


Pensei em cada detalhe do bordado de meu vestido, de minha festa, a cor, modelo, todos os detalhes foram minimamente caprichados!


Ele seria a representação real do meu sonho...E assim eu fiz, fui montando cada detalhe: sapato, acessórios, maquiagem, cabelo, cor das unhas...Tudo era importante! Até a escolha da musica da entrada, que foi Dancing Queen, que significa: "Rainha da Dança".


Eu nunca pude ser princesa quando pequena, mas enfim, rainha eu seria por um dia, batalhei muito, sonhei com esse momento... Eu estava radiante, linda, realizada, afinal, eu tinha ao meu lado tudo o que tinha desejado: uma família, uma filha, emprego e minha faculdade de Psicologia. Foi um dos dias mais emocionante de minha vida, era uma realização de meu sonho, lembrando que em nossa vida: Vale à pena sonhar!


O vestido mais importante de minha vida foi meu vestido de formatura que usei no dia 04 de agosto de 2007, alguém duvida?